Teologia da Prosperidade
Não há dúvidas que a teologia da prosperidade, é o movimento religioso que mais se adaptou ao sistema capitalista, predominante na atual sociedade mundial. Pois, viu-se que era conveniente e atraente, unir a religião com o desejo exacerbado de enriquecer; oras, é unir o útil ao agradável. Sim, agradável principalmente aos pastores e dirigentes de igrejas evangélicas.
A teologia da prosperidade, também conhecida como confissão positiva, palavra da fé, movimento da fé e evangelho da saúde e da prosperidade, é um movimento religioso surgido na década de 1940 nos EUA, e desenvolveu-se gradativamente até 1970, com o surgimento das primeiras igrejas neo-pentecostais.
No entanto, o princípio da teologia da prosperidade não é uma novidade eminente no meio evangélico, pois ainda nos primórdios da Reforma Protestante, no século XVI, surgiu o calvinismo defendendo que o sucesso econômico e a conquista de riquezas eram um sinal da salvação, uma vez, já predestinada por Deus. Obviamente, essa ideologia foi bem recebida pela burguesia comercial (naquela época em ascensão na Europa) por uma razão simples: a ganância do lucro era justificada pela ética religiosa calvinista.
Mas, até aqui, ficaria um questionamento: essa pregação teológica da prosperidade seria apenas para os ricos e burgueses? Não somente. Em cima de promessas de enriquecimento, a teologia da prosperidade promoveu-se no meio evangélico, atraindo principalmente a população de baixa renda. O pastor E.W. Kenyon (1867-1948), um dos influenciadores da teologia da prosperidade, chamava a atenção que o crente poderia reivindicar (exigir) de Deus as bençãos e milagres desejados, o que seriam os benefícios da salvação.
Posteriormente, a ideologia de E.W. Kenyon influenciou diretamente o pregador Kenneth Hagin (1917 — 2003), que é considerado, enfim, o pai da teologia da prosperidade. Sua doutrina afirma, a partir da interpretação de alguns textos bíblicos como Gênesis 17.7, Marcos 11.23-24 e Lucas 11.9-10, que os que são verdadeiramente fiéis a Deus devem desfrutar de uma excelente situação na área financeira, na saúde, etc. Bastando para isso que o crente tenha confiança incondicional em Jesus e a confissão positiva do que desejas, além de o cristão ser fiel nos dízimos e nas ofertas, que Deus, assim, cumprirá suas promessas.
A influência de Hagin, por sua vez, se deu em larga escala na chamada Terceira Onda Pentecostal ou movimento Neopentecostal, apartir dos anos 70, promovendo um grande impacto no meio evangélico. O que atraiu um número considerável de adaptos ao movimento nos EUA. E não tardou a influenciar outros pregadores que também ganharam destaque mundial, tais como: Kenneth Copeland, Benny Hinn, David (Paul) Yonggi Cho, Morris Cerullo e outros. Embora todos estes preguem o mesmo princípio da teologia da prosperidade, possuem as suas particularidades na interpretação dos escritos sagrados.
Com o uso intenso da mídia eletrônica (que também é denominada de tele-evangelismo), este período se caracteriza pela consolidação do pentecostalismo como força social e política. Além da utilização de neurolinguistica nas pregações e promoções de mega-eventos em estádios e praças.
Apesar de Hagin não deter um controle direto dos adeptos ao Movimento da Fé , sua influência é inegável.
No Brasil, não foi diferente. O movimento Neopentecostal impulsionou sobremaneira o crescimento da igreja evangélica no Brasil. Segundo algumas pesquisas, se mantendo este crescimento, em 50 anos, a maioria será evangélica no Brasil. No entanto, no Brasil a teologia da prosperidade não algo exclusivo de igrejas neopentecostais, mas também vem sendo adotado por denominações pentecostais tradicionais e batistas. Destacando-se a Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus, Igreja Mundial do Poder de Deus, Igreja Renascer em Cristo, Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, dentre outras ainda. As quais sempre utilizam dos mesmos princípios das igrejas americanas, que como já vimos são: tele-evangelismo intenso, participação de membros na política, organização de mega-eventos, além da utilização da ciência da neurolinguistica nas pregações.
Tristemente, várias denominações evangélicas, principalmente as que têm maior visibilidade na mídia, como as que vimos, estão cada vez mais comprometidos com essa teologia desconhecida da maior parte da história da igreja. Ao defenderem e legitimarem os valores da sociedade secular (riqueza, poder e sucesso), e ao oferecerem às pessoas o que elas ambicionam, e não o que realmente necessitam aos olhos de Deus, tais igrejas crescem de maneira impressionante, mas perdem grande oportunidade de produzir um impacto edificante e transformador na igreja de Deus.
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Giovani Mariani
Bibliografia: Wikipédia, Portal do Espírito, Grupo Escolar, Jornal A Hora.
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[ORKUT #216&] ISSO MESMO!!!!!!!
ADOOOOOOREEEEEEEEEEIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
A teologia da prosperidade, é uma entre outras tantas heresias, que só vem a tão somente apenas a levar as pessoas ao ingano e a destruição!
Olá.
O Calvinismo nunca disse que o sucesso econômico e a riqueza era sinal de salvação, muito menos que a ganância do lucro era justificada pela ética religiosa calvinista. Nenhum dos grandes expoentes do calvinismo, aí incluo João Calvino, ensinou a busca pela riqueza.
O Calvinismo entende que a Teologia da Prosperidade é uma heresia e, portanto, deve ser rejeitada.
O autor da matéria não compreendeu o pensamento calvinista sobre o dinheiro e demonstra falta de conhecimento histórico.
Olá Heitor Alves!
Me desculpe se eu ofendi a sua fé.
Mas no que se refere a teologia de Calvino, ao afirmar que a prosperidade econômica era um sinal de predestinação, qualquer livro de história que trate do período poderá confirmar. A não ser que todos os livros didáticos estejam errados. E se assim for, me aconselhe um que não esteja erroneamente escrito, conforme o seu parecer.
Graça e paz
Giovani Mariani,
Não se desculpe, você não ofendeu a minha fé.
Não sei quais livros você pesquisou, mas a obra de Calvino, Institutas da Religião Cristã, diz que todas as coisas são predestinadas. O rico é rico porque foi predestinado por Deus para isso; o pobre é pobre porque foi predestinado por Deus para isso. O Calvinismo não afirma que o homem “deve” buscar a riqueza, justamente porque não depende dele o ser “rico”, mas da predestinação divina.
O que o Calvinismo prega é o esforço do trabalho, pois é do trabalho que sai o sustento. Se você está “enricando” licitamente, muito bem, continue assim… Agora se você não é rico, você não deve buscar isso a todo custo! É isso que o calvinismo ensina.
A Teologia da Prosperidade diz que o homem deve buscar a riqueza a todo custo. Que a pobreza é pecado e Deus não ama o pobre! Que o homem deve “exigir” de Deus todas as bem-aventuranças materiais. O Calvinismo rejeita permanentemente tudo isso.
Talvez a leitura do livro “Calvinismo” de Abraham Kuyper, da editora Cultura Cristã, ilumine mais ainda o entendimento do calvinismo nas diversas relações humanas, tais como sociedade, política, arte, sistema de vida e, claro, economia.
A leitura desse livro fará o leitor concluir que o Calvinismo não é só teologia, é um sistema de vida.
Um grande abraço!
Surpreendente… O cara escreve sobre religião e não se dá nem ao trabalho de estudar a Fé dos outros. Dizer que o calvinismo defende a “riqueza” como sinal de eleição é uma falta de conhecimento sem tamanho! Dá a real dimensão desse blog !
Usa uma interpretação totalmente equivocada, popular e cheia de viés anti-calvinista do livro “A ética protestante e o espírito do capitalismo” de Marx Weber.
E nenhum momento da teologia calvinista é dito que Deus manda algum sinal de eleição, e muito menos que é eleito uma pessoa rica. Quem conhece os desejos de Deus é o só próprio Deus !!
Amigo antes de escrever estude !! Vá ler, vá conhecer, não seja mais um membro da massa de manobra de uma minoria.
Olá Felipe!
Respeito a sua posição. Mas como eu disse ao irmão Heitor, logo acima, se essa informação sobre o calvinismo está equivocada, logo qualquer livro de história e documentos do período, ou até livros didáticos (aqueles da 6ªsérie sabe?) estão errados também. Calvino interpretava o dom de prosperar como um sinal da salvação, mas não destinado à avareza, antes para ajudar o seu próximo. Informação esta que podemos retirar de uma de suas pregações: “Da mão de Deus tens tu o que possuis. Tu, porém, deverias usar de humanidade para com aqueles que padecem necessidades. És rico? Isso não é para teu bel prazer. Deve a caridade faltar por isso? Deve ela diminuir? Não está ela acima de todas as questões do mundo? Não é ela o vínculo da perfeição?”
Oras, quem dera que todos usufruem de uma condição financeira melhor, dessem ouvidos a esta pregação de Calvino, ajudando aos mais pobres. Ou vai ver esta afirmação de Calvino também é falsa…
Todavia, não há duvidas que muitos da burguesia levaram para outro lado a fé calvinista, ao não compartilhar com os pobres, a benção que era dita como um possível reflexo da salvação.
Graça e paz,
Giovani Mariani
Obs.: Se quiser depois ler esta publicação da Universidade Prebiteriana Mackenzie, que confirma o que estou dizendo:
http://www.mackenzie.com.br/fileadmin/Graduacao/EST/Publicacoes_-_artigos/liberal_9.pdf
Somente este trecho do Antigo Testamento já basta para enterrar a Teologia da Prosperidade:
“Afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário.” (Provérbios 30:8)