A Prática do Dízimo na Igreja — Resposta à repercussão
Irmãos, por nenhum momento coloquei o livro “Contra Heresias IV” de S. Irineu acima da Bíblia Sagrada, assim tal como as outras fontes históricas que citei, que são pelo menos sete. Pressupõe-se que houve má interpretação do que eu escrevi, da parte de alguns é claro. Antes, procurei apresentar a concepção cristã dos primeiros séculos, a cerca dos princípios da Lei.
Quanto ao dízimo novamente, agora em suas origens primordiais e bíblicas, se dá no momento em que Abraão após resgatar seu sobrinho Ló, e guerreado contra os seus inimigos, tomou uma décima parte dos despojos da guerra, e ofereceu ao rei e sacerdote de Jerusalém, Melquesedeque, e o restante dos despojos deixou para seus companheiros de armas — Gênesis 14:14-24. Mais a frente, vemos seu neto, Jacó, fazendo um voto a Deus, em que se acaso desse tudo bem naquele período do início da sua viagem até seu retorno a Canaã, daria uma décima parte de tudo que ele fosse adquirir, para Deus — Gênesis 28:20-22. Por sua vez, inspirado na atitude de seu avô Abraão.
Agora observemos o seguinte, na atitude dos patriarcas Abraão e Jacó, não havia uma instituição do dízimo, antes eles o fizeram voluntariamente e espontaneamente, e Gênesis não cita se o ato foi repetido pelos mesmos ou não, nem muito menos cita se Isaque, filho de Abraão, tenha dado dízimo. Reiterando que, Abraão deu o dízimo dos despojos da guerra, e os outros 90% dos despojos deixou para seus companheiros Aner, Escol e Manre, que o ajudaram na batalha.
Séculos mais tarde, na inspiração e no testemunho dos patriarcas, foi introduzido na instituição da Lei Mosaica a ordenança dos dízimos ao povo de Israel, o qual deveria ser dado de 3 em 3 anos, e que seria para sustento dos levitas, e também das viúvas, dos órfãos e dos estrangeiros (ou seja, os necessitados da sociedade) — Deuteronômio 26:12.
Com o advento da graça de Deus, revelou-se por meio de Cristo o que antes era apenas sombras na Lei de Moisés. E consumada a Lei em Jesus Cristo, livrou-nos do jugo da Lei e de sua maldição, pois amaldiçoava todo aquele que a não cumprisse integralmente, assim como também o dízimo —Deuteronômio 27:26.
Agora, na graça, cada um dá o quanto poder para o sustento dos ministros de Deus e dos necessitados ,e já não dá por obrigação, mas pelo amor e com alegria no coração — 2 Coríntios 9:7.
A religião trás consigo a obrigação, já o Evangelho de Cristo trás consigo o amor, a liberdade e a sensatez. E essa mesma sensatez que alguns pregadores e pastores deveriam ter. Pois pode-se obrigar aos fiéis a darem o dízimo e ofertas à igreja, se muitas vezes há pessoas que frequentam a igreja, mesmo trabalhando e tendo uma fé incondicional em Deus, não conseguem nem pagar todas as suas contas no final do mês? Isso acaso é amar ao próximo?
Eu mesmo conheço um irmão em Cristo, que ensinaram a ele, que ele deveria dar o dízimo todo o mês à igreja colocando Deus em primeiro lugar, ou seja: daí o dízimo e depois paga as tuas contas. Enfim, seguindo esta ordenança da igreja, ele ficou com nome sujo no SPC e SERASA, pois ele não estava conseguindo pagar seus compromissos. Vão dizer o que? Era falta de fé daquele homem? Não mesmo! A realidade é que, 10% no orçamento mensal daquele irmão significava muito no final do mês. Em contra-partida, para outros irmãos mais prósperos financeiramente, 10% não fazem falta e podem ajudar até com mais.
Assim como Paulo mesmo pregou, e reitero, cada um contribua conforme poder e sem obrigações para aquilo que considera obra de Deus. Ou seja ajudando os ministros de Deus e aos mais pobres. Pois isso é amar a Deus e ao próximo como a ti mesmo. O dízimo não estava na doutrina da igreja primitiva, conforme deixa claro documentos da época. Pois por sua vez o dízimo não é o mais importante dos mandamentos, mas sim o amor. E o amor depende toda a Lei, e está acima de toda a Lei.
Pensem nisto.
Giovani Mariani,
em resposta à repercussão do post “A Prática do Dízimo na Igreja“
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Eu estou muito satisfeita com suas explicações, pois fiz até uma pesquisa a respeito e tudo se confirmou. Se pelo menos as igrejas dessem o dinheiro para as viúvas e os orfãos ou aos mais necessitados, pois já seria um milagre, mas nem isto fazem na realidade. E ainda tem a cara de paú de dizer ao povo, aos fieis que:” Se não derem o dizimo estarão roubando a Deus”- É um absurdo o que se ouve, principalmente na igrejas evangelicas. Como se Deus Todo Poderoso precisasse de dinheiro. São todos uns ladrões hipócritas. Se eles cressem realmente em Jesus Cristo não fariam isto.
O caso deste irmão que tu relatou, o qual depois de dar o dízimo, ficou no SPC e SERASA, pois não estava mais conseguindo pagar seus compromissos, é de calar a boca de muito pastor por ai! Principalmente dessas igrejas que ao invés de ajudar os que precisam, tiram daqueles que até pouco possuem.
Meu amado, Teólogo.
Muito obrigado por ter a coragem de aclarar, um tema de tamanha relevância.
Etarei orando pelo, Senhor, esteja também orando por mim, porque, já discuto este assunto em “of” com algumas pessoas que pedem minha opinião, e sei que a qualquer momento, poderei sofrer retaliação por parte da presidência e vicepresidência, mas estou preparado
para ser desligado do rol de membro, pois sei que será
esta, a pena.
Caro irmão Rodrigo,
já estás em minhas orações.
Infelizmente muitos na Igreja, e não é de hoje isto, tornaram-se materialistas e desviados do amor de Deus, mesmo estando em uma denominação cristã. Contudo, eis que dentro da Igreja, existe uma outra, uma igreja iníqua, mãe de tudo que é espírito imundo, que está ai enganando multidões. Não me refiro a uma denominação em especifica, mas é este espírito imundo que tem se apoderado de vários pregadores e membros das mais diversas denominações, a cometer tudo que é abominável ao amor de Deus. E as perseguições contra os ungidos de Deus, os que contestam tais abominações, acontecem de fato dentro das próprias denominações cristãs, dentro do próprio povo de Deus. Assim de tal maneira foi com os profetas do AT, com Jesus e os apóstolos.
Deus está contigo meu caro, nunca cesse de proclamar as verdades de Deus a este povo, queiram ou não queiram ouvir. Pois no final saberão que no meio deles esteve um alguém proclamando verdadeiramente a palavra de Deus.
Muita graça e paz!